Feitoria
A Feitoria Produtos Ligações Apoio ao Cliente Contactos Carrinho de Compras
Produtos
 Roupa
 Calçado
 Acessórios
 Trajes Regionais
 Casa
 Bordados
 Figurado em Barro/madeira
 Azulejos
 Utilidades
 Utensílios
 Instrumentos de Música
 Brinquedos e papelaria
 Especialidades
 Discos/Livros/Filmes
 Contemporâneos
 Feira da Ladra
 Festas e Religião
 Recordações
 Cortiça
Pagamentos Seguros
LInho - FEITORIA
LInho

O linho é uma planta herbácea que chega a atingir um metro de altura e pertence à família das lináceas. Abrange um certo número de subespécies, integradas por botânicos com o nome de Linum usitatissimum L.. Compõe-se basicamente de uma substância fibrosa, da qual se extraem as fibras longas para a fabricação de tecidos e de uma substância lenhosa. Produz sementes oleaginosas e a sua farinha é utilizada para cataplasmas de papas, usada para fins medicinais.

De uma maneira geral pode-se dizer que a planta dá-se bem em quase todos os climas. No entanto prefere os terrenos silico-argilosos, de solo profundo, de consistências médias, frescas e permeáveis à água. Como a duração do seu ciclo vegetativo é muito curta, a planta deve absorver rapidamente os elementos minerais: os solos frescos e ricos são-lhe altamente convenientes, e nos terrenos pobres os processos de adubação devem ser cuidadosamente aplicados. A colheita é manual, arrancada pela raiz, a fim de se aproveitar todo o comprimento dos caules, formando-se em mancheias (pequenos molhos) com a parte da semente toda para o mesmo lado. Inicia-se quando o talo está amarelo-maduro, isto é, quando o terço inferior do talo ficou amarelo e ele esta perfeitamente redondo por fora. Na maturação total as sementes alcançam plena maturidade.

Neste estado, porém, o talo fornece uma fibra de pouquíssimo valor na fiação. Para o colher, arranca-se do solo o talo juntamente com as raízes. É a colheita do linho. Graças a um trabalho manual são executados pequenos feixes. Hoje já existem máquinas para colher. Obtém-se a secagem e a maturação final das sementes colocando-se os talos, reunidos em feixes, no campo onde formam montes chamados de capelas.

O linho é depois sujeito a uma operação que se chama ripagem com o objetivo de separar a baganha (película que envolve algumas sementes). Seguidamente é posta a secar ao Soll para serem extraídas as sementes. Com pancadas verticais, faz-se passar por entre os dentes do ripanço (dispositivo para ripar) o topo das plantas. As cápsulas, bem fechadas e rijas, saltam para o chão. Hoje em dia, existem as máquinas ripadoras, fazendo em parte o trabalho.

As cápsulas são postas 4 a 5 dias ao sol, para amadurecerem e, desta forma saírem as sementes (linhaça), que serão guardadas num saco de panolar”, para o ano seguinte.

Depois do linho apanhado e ripado tem que ser enlagado. O cortimento é uma das operações mais importantes. A cola vegetal que une a camada de fibras aos tecidos da casca do lenho é removida para que as fibras possam ser retiradas. Uma maceração excessivamente longa destruiria em parte a cola entre as fibras, o que prejudicaria a resistência destas. Há vários métodos de maceração:

  • Maceração por orvalho- os talos do linho são espalhados em camada fina em um prado ou campo. O orvalho e a chuva fazem com que se formem cogumeloss de tamanho microscópico que irão decompor a cola vegetal. No momento em que se verifica, após acurado o controle, que a cola vegetal foi eliminada em quantidade suficiente, interrompe-se o processo. A maceração por orvalho é o método mais simples; exige todavia grandes áreas. A sua duração depende das condições climáticas, mas em geral é de quatro semanas.
  • Maceração com água fria: coloca-se a palha de linho, atada em feixes, em água a fluxo lento ou mesmo parada na sua temperatura natural. Para evitar a força ascensional, colocam-se pesos nos feixes que os conservem sempre debaixo da água. Bactérias de maceração encarregam-se da destruição da cola vegetal. Este processo necessita, conforme a temperatura da água, entre dez a vinte dias.
  • Maceração em água quente- também chamada de maceração artificial, em contraste com os dois métodos acima mencionados, é executada em bacias de concreto. Aquece-se a água a 28 a 30 graus Celsius, temperatura propícia para o desenvolvimento de bactérias de maceração. A maceração requer severa fiscalização, porque tempo muito longo de maceração pode prejudicar as fibras. Dura, geralmente, cerca de quatro dias.

A desintegração também é um processo em que a cola vegetal é retirada da fibra mas utilizam-se agentes químicos para tal. Cogumelos e bactérias de maceração não intervêm. Já se trabalhou muito no desenvolvimento deste processo. Até agora, porém, não se conseguiu plena aceitação.

A maceração não pode ser feita por processo mecânico, pois é um trabalho biológico. Esta operação exige maior quota das despesas, cerca de dois terços, das despesas com a obtenção de fibras. A secagem dos talos que restaram da maceração em água fria ou quente é feita de maneira natural, ao ar livre ou artificialmente em secadores mecânicos. Estes secadores possibilitam o funcionamento durante todo o ano.

A secagem deve ser feita cuidadosamente, e a temperatura do ar seco não pode ser muito alta. Excesso de secagem influenciaria a fiabilidade.

Depois de seco é atado em “maçadoiras” e levado para o seu destino.

A preparação das fibras do linho para o uso têxtil consiste na separação das fibras lenhosas e das fibras têxteis. Esta operação é feita por processos diferentes conforme as regiões. A separação das fibras dos talos macerados realiza-se em dois processamentos, que na separação mecânica podem ser feitos numa só máquina.

  • Na trituração, o lenho é quebrado em pequenos pedaços, “aparas”, mediante a ação perpendicular de uma força sobre o talo. No trabalho manual a trituração era manual, mas modernamente usa-se já uma máquina, o triturador de linho. As aparas , contudo, aderem ainda em grande parte às fibras. À trituração segue-se a espadelagem.
  • Na espadelagem, o lenho quebrado é removido mediante ao trabalho de cardagem e batidas, feitas no sentido dos talos. No trabalho manual é feito no espadelador manual e no mecânico mediante a turbina de espadelagem.

No processo mecânico destacam-se mesmo fibrilas dos feixes paralelos de filaça. Estas fibras curtas, desordenadas, formam a estopa de espadelagem. As fibras longas, paralelas, têm o nome de linho espadelado, enquanto as fibras curtas são chamadas de estopa espadelada. A última etapa de todo o processo é a assedagem, que consiste na separação das fibras longas, do linho, da estopa, que são mais curtas. A assedagem provoca mais um desmanchamento e uma purificação das fibras paralelas. Essa operação é feita manualmente pelo restelo ou na respectiva máquina, chamada espadela.

A finalidade da assedagem é desmanchar mais os feixes de filaça por meio de agulhas, e deixá-los mais finos. Durante este trabalho, fibras curtas são removidas mediante a penteagem (estopa de assedagem). É mais fina que a estopa de espadelagem. A fibra longa assedada tem o nome de linho assedado. Pode ser fiada mais fina que a estopa de espadelagem e de assedagem, e os fios apresentam maior resistência.

(In:Wikipedia)



A Vida Portuguesa
Login    
Username:  
Password:
Registe-se aqui.
Newsletter
E-mail:
Pesquisa:
 

No início de Fevereiro a Feitoria abre uma segunda loja no Algarve, desta vez com acesso  ao público em geral, na Rua Filipe Alistão nº 10. Bem no centro de Faro, perto da Marina.

Daremos mais informações através das nossas news letters e do FaceBook!

 

Contactos
Faqs Adicione aos Favoritos Mapa do site Política de Privacidade e Segurança Sugira o Site